15 de junho de 2013

We ♥ Antonia

Muitas informações sobre o ensaio de Antonia Fontenelle já foram divulgadas, e ela já deu uma série de declarações que estão fazendo o público da Playboy virar fã, tamanho é o seu entusiasmo com o trabalho e senso de humor. Confesso, meu amor por ela só cresce e estou bastante ansioso pela edição.

Já sabemos que as fotos serão de J.R. Duran e estão sendo feitas no interior de São Paulo, numa "cidade cenográfica" com referências cinematográficas. Ela já disse que quer marcar, que podemos esperar por surpresas e aconselhou que todos estejam em dia com a saúde para conferir o ensaio - fazendo buzz como toda estrela esperta que deseja que sua edição repercuta deve fazer. Muito amor.

Quem ainda não conferiu, peço para que leia esta entrevista. Se você não se render a ela, nada mais será capaz de fazer isso. Abaixo, fotos de backstage que ela compartilhou com seus seguidores.


Fora que a mulher está gata pra caramba. Capricha aí, Toinha!

Dissecando o Especial Panicats

Playboy precisa fazer caixa, vai colaborar? Babi Rossi tenta te convencer com cara de piedade


Não comprei esta edição e nem pretendo, porque só a apresentação chinfrim, com o papel que mais parece reciclagem caseira de jornal batido em liquidificador, já me broxa, sem contar que a absoluta maioria das fotos já foram publicadas. Mas, como sempre há interessados, e rola curiosidade geral em relação às fotos inéditas, conversei com um amigo que comprou, o Danilo, pra saber mais sobre a edição e passar para vocês.

Realmente, há mais fotos inéditas salpicadas entre as já vistas que de costume - pra quem só compra edição regular, muitas delas soarão inéditas. A única que não teve foto nova foi a panicat que foi capa mais recentemente, Thaís Bianca. Das fotos realmente inéditas, nenhuma me salta aos olhos ao ponto de lamentar que tenha ficado de fora da edição regular, mas gosto muito de uma da Narizinho sobre a prancha, uma variação da foto que mais gostei do ensaio dela - a do especial é mais ousada.

Abaixo, um petisco do material inédito (ambas da Babi não são inéditas, me precipitei ao fazer a montagem):


Me impressiona o fato de ainda haver foto inédita de Nicole, que já esteve presente em outras edições especiais - mas nada de liberar imagens que mostrem nudez frontal

***

Danilo, não contente em reconhecer o que já foi publicado ou não pela memória, pegou todo o material em que cada uma delas já apareceu pra especificar cada foto publicada. Abaixo, o resultado desse estudo:

Aryane
Foto 1 – Páginas 112 e 113: edição mensal | Páginas 08 e 09: Making of vol. 17 | Páginas 20 e 21: Especial da Aline Riscado.
Foto 2 – Inédita
Foto 3 – Inédita
Foto 4 – Página 105: edição mensal.
Foto 5 – Página 106: edição mensal.
Foto 6 – Página 121: edição mensal.
Foto 7 – Página 114: edição mensal.

Babi
Foto 1 – Foto pequena utilizada na abertura do especial, inédita, porém é uma variação de uma foto já utilizada.
Foto 2 – Páginas 124 e 125: edição mensal | Páginas 16 e 17: Making of vol. 13 | Páginas 46 e 47: Especial Panicats capa com a Juju.
Foto 3 – Página 105: edição mensal | Página 44: Especial Panicats capa com a Juju.
Foto 4 – Página 122: edição mensal | Página 48: Especial Panicats capa com a Juju.
Foto 5 – Página 113: edição mensal.
Foto 6 – Página 110: edição mensal –| Página 54: Especial com a Aline Riscado | Página 39: Especial Panicats com a Juju.
Foto 7 – Página 112: edição mensal.
Foto 8 – Página 123: edição mensal.
Foto 9 – Página 37: do Especial Panicats com a Juju.
Foto 10 – Página 107: edição mensal | Página 38: do Especial Panicats com a Juju.

Narizinho
Foto 1 – Inédita.
Foto 2 – Inédita.
Foto 3 – Página 14: edição mensal.
Foto 4 – Inédita.
Foto 5 – Página 30: edição mensal.
Foto 6 – Página 18: edição mensal.
Foto 7 – "Inédita" (foto de divulgação com a melancia).

Juju
Foto 1 – "Inédita" (foto de divulgação na época).
Foto 2 – Página 87: edição mensal | Página 15: Especial Panicats com a Juju.
Foto 3 – Página 76: edição mensal | Página 17: Especial Panicats com a Juju.
Foto 4 – Página 85: edição mensal | Página 11: Especial Panicats com a Juju.
Foto 5 – Página 72: edição mensal | Página 13: Especial Panicats com a Juju.
Foto 6 – Página 70: 4ª foto, edição mensal.
Foto 7 – Página 70: 8ª foto, edição mensal | Página 16: Especial Panicats com a Juju.


Nicole 
Foto 1 – Páginas 124 e 125: edição mensal | Páginas 28 e 29: Making of vol 12 | Páginas 20 e 21: Especial Panicats com a Juju.
Foto 2 – Inédita.
Foto 3 – Página 105: edição mensal | Página 26: Especial Panicats com a Juju.
Foto 4 – Página 109: edição mensal | Página 36: Mundo de Playboy capa com a Nicole (mudaram a cor da blusa) | Página 27: Especial Panicats com a Juju.
Foto 5 – Página 121: edição mensal | Página 32: Making of vol. 12 | Página 22: Especial Panicats com a Juju.
Foto 6 – Página 114: edição mensal | Página 36: Making of vol. 12 | Página 23: Especial Panicats com a Juju.
Foto 7 – Página 123: edição mensal | Página 31: Making of vol. 12 | Página 29: Especial Panicats com a Juju.
Foto 8 – Página 122: edição mensal.
Foto 9 – Página 52: Mundo de Playboy capa com a Maria Melilo.

Thaís
Foto 1 – Páginas 82 e 83: edição mensal.
Foto 2 – Foto do pôster da edição mensal.
Foto 3 – Página 80: edição mensal.
Foto 4 – Foto do pôster da edição mensal.
Foto 5 – Página 81: edição mensal.
Foto 6 – Página 85: edição mensal.
Foto 7 – Página 97 e 96: edição mensal.
Foto 8 – Página 84: edição mensal.



*Obrigado, Danilo!

14 de junho de 2013

Why so funny?

Como tive que ficar off aqui nos últimos dias, relevem meu atraso, mas tenho que comentar o "pronunciamento" da Playboy em relação a todas as especulações de seu fim. Esperávamos algum tipo de resposta, não só da revista, mas um comunicado oficial da editora, que dizem ter rolado - afirmando que não há qualquer decisão sobre extinção de revistas -, mas não tivemos acesso de fato ao texto.

Enquanto isso, alguém que cuida do site da Playboy teve a brilhante ideia de mandar um recado sutilmente através de um GIF. Juro pra vocês, quando eu vi, tive um acesso de riso. Como disse um amigo, ficou parecendo criação de algum blog cafuçu. E não consegui acreditar no grau de amadorismo da coisa. Pior é que foram dois gifs: o primeiro, que não cheguei a ver, apresentava uma sucessão de pererecas entre as palavras. Pena que nenhum ser humano foi capaz de salvar essa pérola e eu perdi.


creycisse.gif

A verdade é que isso não quer dizer nada e continuamos sem respostas, e é inegável que essa incerteza deixou o clima bem baixo astral. Mas há quem esteja fazendo piada com isso. Ontem, 13/06, no Agora É Tarde, comentaram sobre esse possível fim da Playboy. Até o gif não escapou. Pra ver, parta direto para os 33 minutos do vídeo abaixo:



É rir pra não chorar

10 de junho de 2013

Playboy próxima do fim?

Esta é a pergunta que não quer calar


Imaginávamos que em algum momento a publicação de Playboy poderia ser descontinuada, porque esse parece ser mesmo o destino de todas as revistas, o fim, só não sabíamos que o seu destino já está em pauta, e essa decisão, de continuar ou não, está sendo tomada agora pela Abril, que anunciou reestruturação de todo o grupo, como informa esta nota que saiu no Estadão. Entre a compactação do número de unidades de negócios e corte no quadro de funcionários, está prevista a extinção de onze títulos, com Playboy incluída, obviamente.

A nota cita mais duas revistas que provavelmente deixarão de circular além de Playboy, que são a Contigo! e a Capricho. De início, permaneci descrente à notícia, pois, mesmo em meio à crise editorial, são três títulos fortes da editora, que merecem, ao menos, serem reestruturados - tirá-los de circulação parece uma medida extremista e precipitada. Contigo! e Capricho, inclusive, têm, cada uma, um público-alvo bastante expressivo, têm demanda e, aparentemente, não são revistas que requerem um orçamento altíssimo para serem produzidas. O buraco é mais embaixo mesmo com a Playboy, que lida com o público masculino que, de um modo geral, não tem apego por revista e ainda trava uma batalha injusta com a internet. Cada capa é uma aposta, apostas altas não correspondem às expectativas, e com capas inexpressivas o público não consome, e o resultado disso é o seu declínio vertiginoso em vendas e desaprovação generalizada.

O site Brasil 247, que destacou os principais motivos que fizeram Playboy adoecer, afirma que teremos a informação se Playboy fecha ou não nesta segunda-feira, 10. Também diz que seu incerto futuro será decidido pela simples questão de contabilidade (menos receita, mais despesas), e os irmãos Civita não estão dispostos a manter as aparências por lá, afinal, a crise está mais que explícita. E há quem diga que agora, sem o protecionismo de Roberto Civita, a possibilidade do descontinuamento é aumentada em 100%.

A notícia também foi comentada por Marcelo Rubens Paiva, colunista do Estadão, figura que já esteve presente em diversos momentos em Playboy, em um texto bastante agressivo relacionado à queda de qualidade da revista, e muito insensato no que diz respeito às mulheres, deixando de contextualizar os diferentes momentos do cenário pop brasileiro - ele simplifica o tema como se a presença menos constante de grandes estrelas fosse apenas uma decisão editorial de se render ao popularesco.

Desde que o Estadão deu a nota, concentrei-me em acompanhar a repercussão em fóruns e espaço de comentários dos sites que reproduziram a informação. Ficou claro o quanto o brasileiro tem uma relação de afeto com a revista, como a considera um patrimônio nacional, e mesmo aqueles que não consomem têm uma visão positiva dela, da exaltação da beleza e do requinte fotográfico.

Playboy está tão cristalizada na cultura brasileira que imaginar seu fim é difícil. Aí a gente começa a pensar na possibilidade de o título ser cuidado por outra editora, se Hugh Hefner seria capaz de interferir em prol da continuação da segunda maior Playboy do mundo. Muitas dúvidas, algumas possibilidades. Nós, neste momento, só pode ressentir que a situação tenha chegado nesse nível.


*Agradeço a todos que me mandaram e-mails com links sobre o tema. Obrigado!

8 de junho de 2013

Criatividade X Apelo comercial

Nunca mais fui o mesmo depois que comecei a comentar Playboy aqui. Acabei desenvolvendo um olhar bastante crítico em relação às capas e ensaios. Adoro reorganizar a ordem das fotos mentalmente, escolher as que seriam ideais para abrir e fechar um ensaio, considerar enquadramentos diferentes, descartar as que considero ruins. Para a capa o mesmo: imagino em outras cores, outro fundo, diagramação, corte, além de dois fatores que acho essenciais, criatividade e apelo comercial.

Sobretudo entre os colecionadores, esses dois fatores são polêmicos e conflitantes. Pelo que vejo, a maioria valoriza mais a criatividade dispensada na criação da capa. Sendo diferente, saindo do lugar-comum, já ganha muitos pontos, mesmo que não favoreça a mulher tanto assim. Um bom exemplo é a capa de Jéssica Amaral, que considero esdrúxula por diversos fatores, que eu jamais aprovaria, mas a galera curtiu por ser diferente, e não uma pose de bundinha convencional. Entendo que os leitores queiram a própria satisfação, que não se importem com o quanto uma capa será atrativa ao público comum, mas não considerar isso é estar mais distante de um olhar mais sofisticado, sensato e contextualizado ao propósito da revista.

Vendo o ensaio de capa da Playboy Argentina de maio, encontrei duas fotos que facilmente poderiam ser consideradas para a capa. Tive a ideia de perder alguns minutinhos para criar capas fakes com essas fotos, porque cada uma "defende" um dos fatores discutidos aqui: enquanto uma soa mais inusitada, portanto, mais criativa, o forte da outra é seu teor erótico, o favorecimento absoluto do corpo da modelo, tendo um alto apelo comercial. Depois disso escolhi dez leitores/colecionadores para que escolhessem uma delas se fossem o Diretor de Redação. O resultado não me surpreendeu: a "criativa" ganhou com seis votos. Com exceção da cor escolhida para o logotipo, que desagradou, pinçada da própria imagem, resultando em uma composição que aposta no conceito de tom sobre tom, nenhuma outra observação foi feita sobre o corpo ou sobre o rosto que não está legal. Em contrapartida, os que votaram na capa "comercial" deixaram claro que a escolha foi feita com base, sobretudo, no quanto a modelo parecia atraente.

Tudo isso só pra ilustrar que existe um conflito claro de interesses, e uma pessoa pode exigir da revista uma perspectiva muito particular que na maioria das vezes não é sensata. Se eu fosse o responsável pela escolha da capa, elegeria a "comercial", e eu poderia dizer aqui muitos outros motivos que fundamentam a minha escolha. Em vez disso, prefiro deixar claro que esses dois fatores não são completamente antagônicos: eles podem andar de mãos dadas. Eu acredito muito em elementos criativos em composições mais tradicionais, e acho que a nossa Playboy decepciona muito nesse sentido porque não faz planejamento de capas, como fazia em suas primeiras décadas. Hoje é mais ou menos assim: "depois a gente vê o que saiu de mais apropriado para a capa da sessão fotográfica que rolou". Sou criativo e sensato, não sou modesto em admitir isso, por isso tenho uma percepção clara de quão aquém Playboy está de seu potencial.

E você, escolheria qual?


A criativa?


Ou a de forte apelo comercial?

6 de junho de 2013

Tá mara, Tamara

Pra quem não acreditou, está aí: Playboy Brasil dando uma capa americana é uma realidade


Nenhuma surpresa quanto à foto escolhida para a capa de Tamara Ecclestone, obviamente. Não acreditava que tentassem diferenciar e usar uma nova imagem, estava apenas curioso para saber como lidariam com essa foto, porque é um pouco complicada na hora de dispor os elementos gráficos.

Por exemplo: se aproximassem demais a imagem para explorar o corpo de Tamara e chamar mais atenção, o coelho de diamantes perderia a definição, e a pedra maior, que representa o olho do coelho, ficaria sem sentido, como ficou na capa da Playboy alemã, sem contar com as chamadas e o problema da legibilidade. Afastando demais ela pareceria cada vez mais engessada e sem apelo para o gosto do brasileiro.

Nesse sentido, acho que a nossa Playboy fez um bom trabalho, porque conseguiu inserir todas as chamadas sem perder a definição do coelho e com a estrela em tamanho satisfatório. Gosto muito da cor escolhida para o logotipo, pois ficou bem vibrante - nenhum outro país usou esta cor. Apenas me incomoda o fato de as chamadas não estarem alinhadas à primeira letra do logotipo. Não tem sentido essa margem tão grande, com as letras quase que colidindo com a borda do coelho. A impressão que dá é que essa não é a versão finalizada, porque não entendi o propósito disso.

Contudo, todavia, entretanto, se Playboy fosse mais esperta, teria tentado diferenciar na capa. Já está capando-a tarde demais, era necessário que surpreendessem de algum jeito. A foto que abre o ensaio original da Playboy USA, com o corte certo, renderia uma capa com um apelo muito maior, sem contar que Tamara está infinitamente mais bonita, curvilínea e natural. Para minha surpresa, Eduardo Gardini, que sempre manda bem nas capas, fez a simulação de como seria. Ficou linda, e sem cara de material enlatadão.


Beleza realçada, o mesmo conceito de luxo apresentado, mas com uma abordagem mais abrasileirada. Se disser que é foto do J.R. Duran, capaz de colar...

Hora da xepa

Playboy teve que tomar algumas medidas para minimizar o prejuízo causado pela queda vertiginosa das vendas, pelo jeito. O leitor Valdécio encontrou em sua cidade as edições de novembro e dezembro do ano passado e as de janeiro e fevereiro deste ano por R$ 4,99 cada. Ele comprou a de Bianca Borba, como mostra a foto abaixo.

É uma boa oportunidade pra quem não comprou alguma delas e tem o desejo de tapar o buraco da coleção. Também considero melhor do que simplesmente descartar as edições, mas tem que ser observado que isso a longo prazo pode ter um efeito nada bom, porque pode condicionar leitores a esperar que cheguem mais acessíveis à banca. Vamos ver se será algo recorrente.


Que bate um certo "arrependimento" por ter gastado o valor integral em edições tão fracas que só agora estão custando o que valem, bate


*Obrigado, Valdécio!

3 de junho de 2013

Casos de bastidores #2: Nicole Bahls



À época, rolaram uns papos de desentendimento durante a feitura do ensaio de Nicole Bahls, mas não especificamente o que aconteceu.

Antes de tudo, Nicole deu trabalho por exigir algo que não tinha sido combinado: a presença de sua mãe no dia das fotos. Havia uma restrição orçamentária, mas acabaram acordando e arcaram com os custos de passagem e hospedagem de sua mãe na Bahia.

Chegando lá, durante a sessão, segundo me disseram, Duran propôs que ela colocasse um relógio masculino, aquele que aparece já nas primeiras fotos do ensaio (essa não foi a primeira vez que o fotógrafo fez isso, vocês sabem). Nicole achou estranho e, do alto de sua espontaneidade, perguntou se ele estava usando-a para fazer merchandising. Duran parece não ter gostado nada e instaurou-se um climão.

Obviamente eu não estava lá, digo com base em um relato, mas me garantiram que por pouco a coisa não desandou por completo. Nicole abafou o caso, tanto é que no depoimento no DVD de making ofs ela foi só elogios ao Duran - soa até um pouco forçado.

Depois disso ela só "causou" novamente quando soube que sua edição seria adiada por conta de Larissa Riquelme - ela já tinha planejado uma festa de lançamento da revista no iate de Eike Batista. Ficou irada e ligou para a revista espinafrando...

2 de junho de 2013

Dossiê das capas enlatadas

Por incrível que pareça, ao longo de seus quase 38 anos de trajetória, Playboy não "enlatou" tantas capas gringas assim. Com o gancho de Tamara Ecclestone, a estrela de junho, aproveitei para fazer essa compilação de todos os casos em que tivemos mulheres de fora na capa da Playboy brasileira, e para isso contei com a consultoria dos meus amigos Maicon e Danilo. É sempre bom ter esse tipo de desculpa para revisitar o passado.



FASE HOMEM
Há décadas, quando nascia Playboy em um país, era comum que se comprasse os direitos de publicação dos destaques da mais recente edição da Playboy USA lançada, de ensaios às reportagens - muitas edições pelo mundo fazem isso até hoje. Aqui houve a preocupação de imprimir uma identidade brasileira à revista, por isso as primeiras capas, com título Homem, foram com fotos próprias, especialmente produzidas à ocasião, que evidentemente exploravam a sensualidade, contextualizando homens em uma relação amorosa/erótica com as modelos. Mas também importou capas americanas. Durante essa fase, que foi de 1975 a 1978, tivemos onze capas enlatadas. Nota-se o bom gosto na escolha dessas capas, seja pela beleza de um modo geral, pela criatividade ou pela bossa gráfica. Também procurou fazer pequenas alterações de enquadramento e luz em vários casos.

Curiosidade: a capa de janeiro de 1978, com a parte inferior do corpo da modelo com biquíni estampado com coelhinhos, não é com o mesmo clique da que foi publicada nos EUA, é uma variação sutil. Assim como a de abril de 1977, em destaque na ilustração acima.



FASE PLAYBOY (ATÉ OS ANOS 80)
Depois que finalmente foi concedido o direito de ser publicada com o título original, nossa Playboy importou várias outras capas gringas. De cara, em julho de 1978, na edição de "estreia", escolheram a marcante capa de Debra, a americana de espantosos longos cabelos. Continuou fazendo isso através do aparente critério de beleza/apelo, e começou a aproveitar as oportunidades em que haviam mulheres internacionalmente famosas na capa da Playboy USA, como Farrah Fawcett, Rachel Welch, Bo Derek e Sydne Rome, para também publicar aqui. E não respeitou o que havia de "mais fresco" a ser oferecido pela matriz: a icônica foto de Darine Stern, usada aqui na capa de janeiro de 1979, foi originalmente publicada em outubro de 1971, por exemplo. Não existia o menor problema em fazer isso, afinal, a internet não era uma realidade, não havia o compartilhamento global de nada. Foram doze capas nessa fase, que não foram importadas só dos EUA.

Desse período, muito da capa de Sydne Rome, que considero uma das mais bonitas já publicadas aqui. A de abril de 1978, com a modelo só com uma camiseta e um pirulito à boca, também é cheia de graça.



ANOS 90 PRA CÁ
Antes da metade da década de 80, Playboy cessou a publicação de capas estrangeiras, e optou em oferecer um conteúdo quase que totalmente nacional, não fosse a presença de ensaios de fora no recheio. A decisão editorial perdurou por bastante tempo, só sendo rompida em setembro de 1998, quando tivemos na capa Cindy Crawford. Nem precisou de justificativa: era uma das modelos mais bonitas de bem-sucedidas de sua época, que finalmente havia se rendido à revista, fazendo um ensaio especial, assinado por Herb Ritts. Eu ainda estava na fase de recortar capinhas dos encartes das revistas da Abril em que anunciavam assinaturas, ainda não comprava a revista, mas imagino que não tenha agradado tanto assim aos brasileiros pelo teor do ensaio, comportado demais, enquanto a revista estava em seu auge em ousadia. A partir daí a intolerâncias às capas gringas só cresceu, também pelo advento da internet. Mesmo assim apostaram em Pamela Anderson em 2001, que soou como uma medida de emergência. Já ano passado tivemos Lindsay Lohan, mas colocada como uma opção alternativa, a pedido dos leitores, o que é bem legal. Bem diferente do caso de Tamara, que um material já frio e rodado será imposto sem chance de escolha.


Montagens: Maicon Silva.

31 de maio de 2013

Capa de junho: Tamara Ecclestone

Como diz a expressão que está em voga, "aceita que dói menos". Ou não


A informação já não surpreende a ninguém, porque já saíram várias especulações a respeito, que davam conta de que seria mesmo Tamara Ecclestone, herdeira do magnata da Fórmula 1, a nossa próxima capa. Já disse o que penso a respeito, a decisão reflete o cenário conturbado do início da nova gestão da Playboy. Foi Thales Guaracy, aliás, quem me confirmou a informação, colocando um fim às contestações. Lamentável. A sorte é que o vazamento das próximas estrelas vieram a calhar para a revista, minimizando o clima de revolta. De qualquer forma, será mais um mês queima-filme.


Foto: Tony Kelly/Divulgação Playboy USA.